A importância de conhecer o processo do envelhecimento facial e perioral para realizar procedimentos de HOF

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A importância de conhecer o processo do envelhecimento facial e perioral para realizar procedimentos de HOF

A importância de conhecer o processo do envelhecimento facial e perioral para realizar procedimentos de HOF

 

Desde que o mundo é mundo, o ser humano se preocupa com a aparência. Ser considerado belo e atraente, para muitos, é um fator crucial para estabelecer relações interpessoais, sejam elas de natureza amorosa ou profissional (no caso de modelos e artistas).

Outro fato já conhecido é que as mulheres se preocupam mais com a aparência e com o envelhecimento precoce do que os homens, embora o número de pessoas do sexo masculino, à procura de procedimentos estéticos, venha aumentando consideravelmente.

Além da busca pela beleza e pela jovialidade, as pressões sociais e os padrões estéticos impostos pela mídia são questões que interferem diretamente no aumento pela busca de procedimentos estéticos, como cirurgias plásticas e HOF.

Desde a resolução 198 de 2019, do CFO, que reconhece a Harmonização Orofacial como especialidade da Odontologia, o cirurgião-dentista está autorizado a realizar o procedimento, uma vez que este profissional apresenta profundos conhecimentos sobre a anatomia do rosto.

Além disso, é crucial que o profissional tenha sólida compreensão sobre o envelhecimento da face, uma vez que a HOF consiste em retardar este processo e proporcionar mais simetria ao rosto.

Um dos procedimentos de HOF mais procurados é o preenchimento labial. Logo, para que o resultado seja o mais natural possível e satisfatório ao paciente, o profissional precisa saber quais são e como identificar as caraterísticas anatômicas de um lábio jovem e de um lábio envelhecido, tanto em repouso quanto em movimento para, assim, desenvolver o aspecto tridimensional da anatomia labial.

Em se tratando de face, olhos e boca são os pontos que mais chamam a atenção e os lábios são o destaque do terço inferior, já que é parte integrante do sorriso, considerado ponto chave na harmonização do rosto.

Levando em consideração que um sorriso harmonioso é aquele que apresenta equilíbrio entre lábios, ossos e dentes, sendo que os lábios são a moldura do sorriso, estes devem ser bem definidos, volumosos, joviais e sensuais para serem considerados bonitos pelos padrões atuais de estética.

Com o passar dos anos, essas características sofrem alterações devido ao processo natural de envelhecimento, questões anatômicas e fatores genéticos e/ou ambientais.

O envelhecimento, por sua vez, é inevitável, contínuo, gradativo e ocasionado por fatores como genética, força da gravidade, perda de hidratação e elasticidade da pele, redução de colágeno e elastina, diminuição das atividades da musculatura facial, nível de exposição solar ao longo da vida e hábitos que prejudicam a saúde, como alimentação incorreta, alcoolismo, tabagismo e outros vícios.

 

Envelhecimento da face e da pele

O envelhecimento da face é tridimensional, ou seja, se dá por meio de uma série de mudanças específicas, de forma contínua e progressiva, que envolve ossos, músculos e nível de gordura.

Um dos sinais mais aparentes com o avançar da idade é o envelhecimento da pele, que fica flácida, mais fina, enrugada e pendendo para baixo, seguindo as leis da gravidade.

Assim, surgem rugas faciais estáticas, distensões e formação de bolsas nas pálpebras e bochechas, redução do volume labial e queda das extremidades da boca.

Formada por três camadas, sendo elas Epiderme (camada mais superficial, servindo de barreira fisiológica e proteção contra ações externas), Derme (situada logo abaixo da epiderme, servindo de nutrição e sustentação para a epiderme) e Hipoderme (tecido subcutâneo constituído de adipócitos – células de gordura), a pele sofre ações intrínsecas e extrínsecas que culminam em seu envelhecimento.

Entre os fatores intrínsecos estão menopausa, andropausa e o encurtamento dos telômeros, que resultam em redução na taxa de divisão celular, diminuição da elastina e na capacidade de biossíntese dos fibroblastos. Sendo menores os níveis de colágeno tipo I e III, a pele se torna mais seca, atrófica e enrugada, propensa a microfissuras por perda de elasticidade.

Já entre os extrínsecos estão radiação solar, tabagismo, alcoolismo, poluição ambiental e radicais livres, sendo que a exposição ao sol é o fator que mais causa envelhecimento cutâneo precoce.

Paralelamente à degeneração, a pele não para de crescer e, por ser frouxamente ligada à sua base de inserção, pode enrolar e dobrar.


Envelhecimento do tecido adiposo

A Hipoderme ou tecido subcutâneo é dividido em duas camadas: a superficial, abaixo da derme, e a profunda, abaixo do tecido muscular, que serve de depósito nutritivo de reserva e participa do isolamento térmico e da proteção mecânica do organismo.

Cada camada envelhece de maneira diferente. Ligado à camada superficial do sistema músculo aponeurótico superficial está o envelhecimento, referente à gordura geral e a perda ou o ganho de gordura facial está ao peso. Ou seja, à medida que a pessoa emagrece ou engorda, seu nível de gordura facial superficial aumenta ou diminui na mesma proporção do peso.

 

Envelhecimento dos músculos da face

Com a idade, os músculos têm seu volume reduzido, mas, em contrapartida, apresenta um aumento do tônus real, o que resulta na redução da amplitude do movimento em pessoas idosas. Assim, a face envelhecida é aquela que apresenta contratura permanente dos músculos faciais juntamente com o enrugamento continuo da pele.

A região da testa tende a aumentar, já que as linhas do cabelo retrocedem. Com o aumento do tônus muscular, as sobrancelhas ficam mais proeminentes, favorecendo a formação de dobras horizontais na testa. A diminuição e o deslocamento do tecido adiposo suborbicular, somada ao aumento do tônus dos músculos orbiculares dos olhos, podem gerar, por sua vez, pés de galinha na região lateral da órbita.

A formação das bolsas periorbitais na região da pálpebra inferior se dá ao enfraquecimento do septo orbital. Como o músculo orbicular do olho tem seu volume reduzido, a gordura suborbicular migra para a região de bochecha e para a região da prega nasolabial, gerando um aspecto caído e envelhecido, deixando a região mais espessa e profunda.

O crescimento contínuo, a remodelação óssea e as alterações dos tecidos moles, fazem com que o nariz, a orelha e o mento sofram com maior ocorrência os sinais do envelhecimento: a pele do nariz fica mais áspera e elevada, surgem pregas na direção dos olhos, que são as olheiras ou sulco nasojugal e a prega nasolabial, que é o sulco na direção do nariz.

Por fim, na região perioral o volume do músculo orbicular da boca é reduzido e a contratura permanente dos músculos gera o afinamento dos lábios. Os músculos levantadores já não conseguem mais neutralizar a tensão permanente no músculo abaixador do ângulo da boca, em regiões de comissura e, por isso, ocorrem a formação das linhas melomentuais ou labiomentuais, no canto da boca, popularmente chamadas de rugas de marionetes.

Envelhecimento dos ossos da face

As articulações temporomandibulares também sofrem alterações com o passar da idade, como achatamento da fossa mandibular e do côndilo, degeneração, fissuras e perfurações do disco articular cartilaginoso. A perda dentária pode fazer com o que o seio maxilar se estenda para baixo, reduzindo a quantidade de osso remanescente e gerando o aumento do ângulo goníaco.

 

Anatomia do lábio e o envelhecimento perioral

A anatomia dos lábios é variável, podendo apresentar diferenças em relação ao volume (cheios ou finos), à largura horizontal (largos ou estreitos) e ao comprimento vertical (longos ou curtos). O vermelhão dos lábios é subdividido em tubérculos que se entrelaçam e entram em oclusão quando tubérculos dos lábios superiores se encaixam com os inferiores.

A porção cutânea central do lábio superior é formada por pelo filtro, delimitado por duas linhas chamadas de pilares do filtro. O arco do cupido, em formato de V, é formado pela porção central do contorno do lábio superior e delimitado pelos pilares do filtro. O lábio superior é delimitado lateralmente pelo sulco nasolabial e inferiormente pelo sulco labiomentual.

A medida vertical do lábio superior em relação ao lábio inferior em pessoas caucasianas é de uma proporção de 1:1,6, que pode variar de acordo com a raça. As pessoas negras, por sua vez, apresentam a proporção de até 1:1. Assim, os inúmeros tipos de sorrisos estão diretamente ligados às variações no padrão e na intensidade de contração dos grupos musculares e, consequentemente, à variação de exposição dentária e suas possíveis assimetrias.

Ocorrendo de forma tridimensional, o processo de envelhecimento facial envolve tanto tecidos moles quanto duros. Os tecidos duros constituem o arcabouço de sustentação da porção mole. Com a remodelação contínua e perda óssea da maxila e mandíbula, o tecido mole perioral (pele, tecido adiposo e músculo), em geral, perde seu suporte, o que resulta no surgimento de ptoses e rítides na região perioral. Além disso, o envelhecimento perioral é impactado pelo desgaste dentário e pela redução da dimensão vertical de oclusão.

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Como o envelhecimento é um processo que ocorre em várias dimensões, afetando arcabouços ósseos de sustentação e tecidos moles, é extremamente importante que o cirurgião-dentista saiba reconhecer e entender os sinais do envelhecimento para melhor reestruturar a região do rosto, proporcionando satisfação e bem-estar aos seus pacientes.

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